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O Fórum Distrital de Educação (FDE)  havia planejado realizar 14 conferências regionais nas Regiões Administrativas do Distrito Federal em que há Coordenações Regionais de Ensino (CRE), porém, a participação superou as expectativas e, por causa da presença intensa do magistério público, houve 15 conferências. Com as conferências realizadas nesta quinta-feira (23), encerraram-se as etapas das Plenárias Escolares, realizadas até o dia 17 de novembro, e das Conferências das Cidades, ocorridas entre os dias 21 e 23 de novembro.

“Para nossa surpresa, ultrapassou nossas expectativas, porque Sobradinho decidiu realizar duas conferências, uma no matutino e, outra, no vespertino. Nosso método de participação nas conferências nas cidades é de, no mínimo, uma representação dos profissionais do magistério de cada escola das cidades. Mas entendemos que precisamos trabalhar ainda mais para que todos os segmentos participem satisfatoriamente, como, por exemplo, os estudantes, os pais, as mães, enfim, a comunidade escolar”, afirma Júlio Barros, coordenador da Secretaria  de Organização e Informática do Sinpro-DF e representante do Sinpro-DF no FDE.

Ele diz que a participação de outros segmentos passa pela compreensão da gestão democrática como um processo, o qual não deve estar limitado à eleição de gestores. “Tem de ter sempre um trabalho de incentivo à organização  do Conselho Escolar, dos grêmios estudantis etc. para que participem de uma maneira mais ativa”, avalia.

O sindicalista entende que, “mesmo tendo sido uma participação vitoriosa na Conferência Nacional Popular de Educação (CONAPE) nas 14 Regionais, há que se destacar o fato de que, obviamente, se você fizer um quadro comparativo com a CONAE 2010 e 2014, é possível que, quantitativamente, a gente tenha tido uma participação menor. Mas, é preciso esclarecer que as duas CONAEs anteriores foram realizadas em um período democrático, com amplo incentivo à participação da população de todos os segmentos, como saúde, assistência social, educação, meio ambiente. Agora, estamos realizando essas conferências no que a gente pode caracterizar de Estado, como regime de exceção, em que se busca silenciar e censurar a voz da sociedade civil”, afirma.

Assim, diferentemente das CONAE anteriores, realizadas num período democrático, no entendimento de Barros, a Conape – Etapa Brasília, está sendo realizada numa conjuntura totalmente adversa, com o golpe de Estado em que o país atravessa, no qual a participação é dificultada e a população está anestesiada.

“Enfim, apesar de estamos realizando essas conferências em tempo sombrios, em que o momento político não favorece o campo progressista , mesmo assim, a CONAPE – Etapa Brasília está coroada de êxitos! Além disso, é custeada, exclusivamente, pelos trabalhadores. Não tem nenhum centavo injetado pelo Estado. Ela é 100% financiada pelos(as) trabalhadores(as). Salve a Conferência Nacional Popular de Educação! Sigamos!”, declara o diretor do Sinpro-DF.

Importante dizer que a CONAPE – Etapa Brasília não se encerrou com as plenárias escolares e nem com as 15 conferências nas cidades. “Agora vamos realizar uma conferência livre da CONAPE só para os profissionais do magistério, no dia 29 de novembro, às 13h, na EAPE. E também a Conferência Distrital da CONAPE, em março de 2018, também na  EAPE, rumo à CONAPE Nacional, em abril”.

Confira as fotos

 

Crédito: Arquivo Sinpro-DF

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