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A cerimônia de diplomação do governador, vice-governador, senadores, vereadores/as e deputados/as federais e estaduais do Estado de Minas Gerais, eleitos/as nas últimas eleições de 2018, foi marcada pelo clima de intolerância que toma conta do país nos tempos que se passam. Na noite da última quarta-feira (19/12), a deputada estadual eleita para a Assembleia Legislativa do Estado Minas Gerais Beatriz Cerqueira, educadora e importante dirigente sindical e política, junto com seus companheiros/as Áurea Carolina e Rogério Cerqueira, ambos eleitos/as para a Câmara Federal, foram atacados/as na sua liberdade de expressão da forma mais vil e covarde que se possa imaginar, tão típica de uma sociedade cada vez mais intolerante com as diferenças.

A deputada federal Áurea Carolina (PSOL/MG) foi hostilizada porque ousou lembrar de Marielle Franco, vereadora carioca assassinada, até hoje impune. O atual deputado estadual, eleito para a Câmara Federal, Rogério Corrêa (PT/MG), chegou a ser agredido por um também deputado eleito do partido do presidente Jair Bolsonaro quando levantou uma placa com os dizeres “Lula Livre”. Tudo isso em meio a uma cerimônia marcada pela diversidade e, até então pelo respeito mútuo, entre as diferentes forças políticas eleitas pelo povo mineiro. Não é demais destacar que essa cerimônia teve até continência militar e representações gestuais de armas de fogo por vários dos ali diplomados, o que não causou nenhum espanto na plateia presente e nos responsáveis do cerimonial do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE/MG).

Estarrecedora foi a manifestação de violência e ódio suscitada quando a deputada estadual eleita Beatriz Cerqueira mostrou seu apoio a uma campanha nacional, e também internacional, pela libertação do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, preso político pelo sistema judicial brasileiro, persecutório e seletivo, reconhecido no mundo inteiro. Ao que se sabe até então, uma servidora do cerimonial do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, em uma ação destemperada que precisa ser devidamente investigada e punida, tomou de forma abrupta o cartaz da mão da deputada eleita. Não importa a sua preferência eleitoral ou ideológica, e tampouco o seu desconhecimento sobre o desmonte que o serviço público brasileiro sofrerá daqui para frente. O que importa, agora, é a falta de decoro que aquela servidora pública ousou ter quando assumiu aquele ato. E por isso, é fundamental que o TRE/MG se pronuncie.

O que se sucedeu depois do ato dessa pretensa servidora foi a total balbúrdia pelos que acompanhavam a cerimônia e a sucessão de atos de violência protagonizados pelo deputado do PSL, cabo do Exército sem nenhuma educação e decoro para o cargo a que foi eleito pelo povo. Repudiamos o atentado à liberdade de expressão sofrido por esses três parlamentares!

Os/as educadores/as brasileiros/as se solidarizam com ambos os/as parlamentares aqui citados, agredidos em sua liberdade de expressão. Em especial, nos solidarizamos com a deputada eleita Beatriz Cerqueira, companheira de tantas lutas que se passaram e que ainda hão de vir. Pela repressão por ti sofrida, Bia, gritamos daqui, em alto e bom som: LULA LIVRE! Que saibas que esse seu começo de atuação parlamentar, marcado por essa triste situação ocorrida logo em sua diplomação, é apenas um aperitivo do que virá pela frente. Você nos representou naquele momento e representará bem os interesses de justiça em nosso país. Sabemos que podemos todos e todas contar com você. Saiba também que poderá sempre contar conosco, contra todo fascismo e opressão!

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